Travessia da Baía de Guanabara: conheça a sua história!

Cruzar a Baía de Guanabara em uma barca pode deixar de ser uma viagem cotidiana para se transformar em um momento de pequenas surpresas que dão maior colorido à viagem.

Travessia da Baia de Guanabara: conheça a sua história!

Travessia da Baía de Guanabara: conheça a sua história!

A Baía de Guanabara é uma baía oceânica localizada no estado do Rio de Janeiro, no sudeste do Brasil.

Cruzar a Baía de Guanabara em uma barca pode deixar de ser uma viagem cotidiana para se transformar em um momento de pequenas surpresas que dão maior colorido à viagem.

 

História da Baía de Guanabara

A baía de Guanabara guarda registros históricos fantásticos. A descoberta de sítios arqueológicos próximos de suas margens sinalizam que essas águas podem ter sido utilizadas pelo homem pré-histórico. Ali foram encontrados fósseis de pequenos mamíferos marsupiais, moluscos terrestres, aves e répteis, além de pedras lascadas e cerâmicas, que nos mostram um pouco dessa história.

No entanto, inúmeras modificações no traçado inicial da orla da baía foram provocadas por eventos climáticos e ambientais seguidos por sucessivas alterações no nível do mar.

A história da baía pode ser reconstituída através do trabalho dos historiadores que vêm reconstituindo sua trajetória ao longo dos últimos cinco séculos, registrando as transformações pelas quais ela tem passando.

A baía atual, com seus 412 km quadrados, nem se compara àquela de águas límpidas, contornada e adornada por pequenas enseadas, praias e manguezais, tendo como fundo a densa floresta tropical considerada uma visão de paraíso inebriante pelos navegantes portugueses.

O mar aberto e a baía desenhada de ilhas e ilhotas, as belas praias e as deslumbrantes flora e fauna tropicais ajudavam a criar o cenário de uma paisagem com a qual os europeus costumavam sonhar.

 

Biodiversidade

Cardumes de sardinhas, corvinas, robalos, tainhas, xereletes e outros peixes que viviam na baía atraíam ao seu interior grupos de golfinhos em busca de alimento. No inverno, podiam ser vistos grupos de baleias deslizando em suas águas, após ultrapassarem a barra em busca de águas costeiras mais quentes para ter seus filhotes. Nas praias e nos manguezais, abundavam camarões, siris, caranguejos, mexilhões, ostras, samanguaiás, sernambis e berbigões.

Cinco séculos depois, sumiram os cardumes de baleias e botos que ali deslizavam mansamente. Das tribos indígenas que viviam às suas margens, restaram os relatos, uns poucos sambaquis e a nomeação primitiva da língua tupi-guarani que continua a identificar os acidentes geográficos e lugares em suas margens, a começar por seu próprio nome, Guanabara: como Niterói, Jurujuba, Icaraí, Itapuca, além das suas muitas dezenas de ilhas, como Jurubaíba, Paquetá, Brocoió e outras.

Se observarmos atentamente, poderemos perceber um discreto ondular na superfície de suas águas, que indica a proximidade de um cardume. Com sorte, talvez vejamos bandos de aves sobrevoando a região, em busca de peixes para se alimentar.

São vários os motivos que fazem da baía de Guanabara bem mais do que um mero acidente geográfico com o qual convivemos indiferentes, sem perceber que ela, como um corpo vivo e pulsante, está adoecendo, paulatinamente, perde seu encanto e pode desaparecer.

Lutar para que ela volte a ser brilhante, luminosa e cheia de vida significa, portanto, investir no nosso futuro.

 

Travessia da baía de Guanabara

Uma excelente e barata opção de passeio no Rio de Janeiro é atravessar a Baía da Guanabara através das barcas ou lanchas, as conhecidas ferry-boat. A travessia dura cerca de 20 minutos e o ideal é na ida e na volta sentar-se nas janelas no lado direito para apreciar as duas partes da baía. Aconselha-se também a travessia à noite para ver as luzes da cidade do mar.

 

Travessia da baía de Guanabara: uma viagem no tempo até Paquetá

São diversos os fatores que aguçam nosso imaginário e desmontam nossa escala de valores.

A arquitetura secular da Praça XV ajuda essa transição.

Realmente, o que encanta é o mar. A barca se afasta lentamente, deixando para trás a cidade, com seu trânsito, barulhos, agitação, poluição e arranha-céus.

À frente: águas, ilhas, a imensidão da inexplorada Baía de Guanabara, a muralha verde da Serra dos Órgãos, a APA – Área de Preservação Ambiental de Guapimirim, o manguezal e o sentimento do desbravar.

Termina a viagem de conhecimentos com a chegada à Paquetá.

As primeiras emoções são os quilômetros de distância do dia a dia da cidade. Aos olhos, o verde, as bicicletas, as ruas de saibro e residências aconchegantes. Aos ouvidos, os pássaros, as cigarras e o silêncio. Os cheiros são de terra, mar, mato e roça. As pessoas se conhecem e se falam e se orgulham do lugar onde moram.

Imediatamente, os visitantes são contagiados pelo clima de segurança, bucolismo e tranquilidade.

 

Baía de Guanabara: esgotos não tratados

O resultado do descaso é que todos os dias litros e mais litros de esgotos não tratados são lançados por segundo nas águas do ‘cartão postal’ do Brasil.

 

A destruição do entorno

Além do desmatamento, todos os rios que deságuam na baía tiveram seus cursos reconhecidos. Isso contribuiu para maior correnteza e consequente aumento dos sedimentos. A maioria ficou totalmente assoreado.

 

Navios limpam seus porões dentro da Baía de Guanabara

Em 2006 quando o Mar Sem Fim produzia sua primeira série de documentários, uma equipe de reportagem esteve em Copacabana, no posto seis, onde fica uma das últimas colônias de pescadores artesanais. Na época, o que se percebeu foi que, entre outros absurdos, navios limpavam seus porões e contêineres dentro da baía, piorando ainda mais a situação, e fazendo com que ninguém quisesse comprar o pescado que ficava “impregnado com o cheiro do óleo diesel”. O descaso das autoridades cariocas é tão grande que até um crime como este acontece sem que se tomem providências.

 

Cemitério de navios dentro da baía de Guanabara

A bordo do veleiro Mar Sem Fim, a equipe navegou para a Ilha do Fundão. No fundo dela outra cena estarrecedora: uma espécie de cemitério de navios. São imensos cascos, alguns ainda com o convés de pé, antigos, abandonados.

 

A Baía de Guanabara atualmente

Hoje em dia, é importante não esquecermos também do que já foi feito para protegê-la. As indústrias não despejam mais nela seus despejos como faziam até anos atrás e a cidade deixou de aterrar suas ilhas e margens para ganhar espaço como há pouco tempo. Ressaltamos também que o bairro da Urca, o aterro do Flamengo, a avenida Brasil, os campis da UFRJ e UFF, o MAM, várias obras do Niemayer em Niterói e até o novo Museu do Amanhã estão em áreas que um dia foram roubadas da Baía de Guanabara.

Por fim, é preciso mais empenho de toda a sociedade para alcançar uma Guanabara de águas limpas, com praias sempre prontas para um prazeroso mergulho de cariocas e fluminenses saudáveis e bem servidos com sistemas de distribuição de água, coleta e tratamento de esgotos e de lixo.

 

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